O dia em que Renasci. A propósito de um trânsito astrológico de Plutão
Poderia começar pelo dia em
que renasci mas não, o dia em que morri é o mais importante pois foi a partir
desse dia em que decidi morrer, que decidi que já não sou quem era, que não iria mais
deixar que os outros fizessem comigo o que eu deixava que fizessem, o dia em
que morri é uma celebração pois desde esse dia já não espero por quem não me
espera, não me esforço por explicar o que sinto, aquilo que já perceberam e também não
querem perceber.
Esse dia sei quando
aconteceu, ficou gravado para que um dia não tenha que morrer outra vez, a
partir desse dia eu sou EU, já não me lembro há quanto tempo não me lembrava de
mim, do que eu gostava e gosto de fazer e não arranjava tempo para o fazer, há
quanto tempo não cozinhava o que gosto só para mim e usava algo que gostasse só
porque sim.
Esse dia está guardado como
um dia importante, morri mas renasci, os cheiros, os sabores e os amores têm
outro sabor são mais intensos têm mais cor, com o renascimento veio a aceitação
o não mais esconder, o mostrar e Ser quem sou e o que Sou, é verdade que no dia
em que morri parte de mim morreu também mas no dia em que renasci outra parte
renasceu, a parte que faltava sem cacos, sem bocados partidos,
estilhaçados de pedras que recebia sem as atirar de volta, esta nova parte
renascida não o permite, permite sim Viver sem querer saber da opinião do outro
e sem esperar amor de retorno.
O
dia em que morri é assim um dos dias mais felizes da minha vida uma tomada de
consciência e um passo atrás para ver a cor da minha sombra no chão para
perceber o que não quero mais na minha vida e o que vou querer agora, que o dia
em que morri sirva de exemplo para não mais ser preciso morrer por agora pois o
Agora é neste preciso momento e neste momento o que quero fazer é dizer que
vale apena morrer para nascer de novo, nascer para uma nova consciência plena
de vivências de pura emoção.
Paula Dionísio
Paula Dionísio

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